Pelas terras de Portugal

Portugal

Portugal
Politicos Portugueses

sábado, 6 de novembro de 2010

Hu Jintao em Portugal

O homem mais poderoso do mundo, segundo a revista Forbes, está hoje em Lisboa. O Presidente chinês Hu Jintao visita Portugal durante este fim-de-semana e na bagagem traz muitos investimentos para fazer no país em troca de dívida pública. Nos dois dias de visita, HU Jintao reunir-se com o presidente português Cavaco Silva, com o primeiro-ministro José Sócrates e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, da Economia, entre encontros com outras autoridades e com a comunidade chinesa em Portugal. Para além da dívida soberana, Portugal e a China aproveitam também para assinar diversos acordos económicos, que deverão incluir a compra de produtos portugueses como vinho e azeite, para além do reforço da cooperação no sector do turismo. A visita de Hu Jintao é também motivo de protestos. A secção portuguesa da Amnistia Internacional vai realizar uma manifestação contra “os inúmeros detidos na República Popular da China, por delito de opinião”, enquanto o Bloco de Esquerda se recusa a estar presente na sessão parlamentar de recepção ao presidente chinês, porque considera o regime de Pequim “uma ditadura com créditos firmados na violação dos Direitos Humanos”. O último presidente chinês recebido em Lisboa foi o antecessor de Hu Jintao, Jiang Zemin, em Outubro de 1999.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Em Portugal vive-se bem...

Portugal é um dos 42 países do mundo onde melhor se vive, mas os seus cidadãos não se satisfazem com este estatuto: só os eslovacos e os estónios - entre aqueles que se incluem neste restrito clube - conseguem ser mais infelizes. O certo é que, desde 1980, que o desenvolvimento humano no país tem vindo sempre a melhorar, embora, por vezes, como é o caso deste ano, não seja o suficiente para travar uma queda na tabela. Em 2010, Portugal ocupava a 40ª posição entre 169 países, tendo caído seis posições desde o ano passado. Porém, os responsáveis do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) alertam para o facto de as classificações não serem absolutamente comparáveis, pois houve mudanças nos métodos de cálculo. E o número daqueles que registam um desenvolvimento humano muito elevado também aumentou - de 38 para 42. Por isso, embora Portugal tenha descido no novo ranking, se se considerar os métodos anteriores, o país registou uma evolução, tendo subido até um lugar. Não se pode falar, assim, de uma derrapagem dos indicadores que medem o bem-estar dos portugueses, pois estes têm vindo sempre a melhorar. O que se passa é que outras nações aceleram e Portugal move-se devagarinho. Esta é a visão do copo meio cheio, mas Portugal parece preferir ver o copo meio vazio - está a dois lugares do fim da tabela dos 42 primeiros (só Polónia e Barbados estão abaixo) e os seus cidadãos sentem-se particularmente insatisfeitos com isso. É o que se conclui quando se olha para os indicadores que medem a percepção dos cidadãos sobre a sua felicidade e bem-estar. Os portugueses, numa escala de satisfação de 1 a 10, colocam-se no ponto 5,9. Os brasileiros, que estão na 73ª posição, assumem-se bem mais felizes (7,6) e até as gentes do Malawi, quase no fim da tabela (153º em 169 países), têm níveis de satisfação superiores ao dos portugueses (6,2). O problema dos portugueses parece residir apenas em relação ao seu nível de vida, que só satisfaz 47 por cento dos inquiridos, já que não se sentem mal no emprego e estão de boa saúde. Esta insatisfação pode ser explicada por alguns indicadores que surgem pouco favoráveis a Portugal. É o caso do crime, por exemplo. Entre os 42 países no topo do ranking, a percentagem de vítimas de assaltos é a mais alta - sete por cento já foram roubados. Outro dos factores que contribuem para o mal-estar é a insatisfação com a falta de casas a preços acessíveis - só em Espanha e na Eslovénia será pior. Percepções à parte, há de facto maus indicadores. Um deles é o da população que concluiu o secundário. Em Portugal, a percentagem situa-se nos 27,5 por cento, a pior entre os 42 países. Além disso, a taxa de chumbos nas escolas é a mais elevada - 10,2 por cento. Tem também uma média de anos de escolaridade inferior à maioria dos países no topo da tabela - 8 contra 12,6 na Noruega, o país que ocupa o topo do ranking. O país também não sai bem na fotografia no que diz respeito ao trabalho infantil. Entre as nações onde se vive melhor, só em Portugal e no Bahrein foram detectados casos. Segundo o relatório, três por cento das crianças portuguesas entre os 5 e os 14 trabalhavam. Em 2008, o produto interno bruto per capita era mais de quatro vezes inferior ao da Noruega e significativamente abaixo do espanhol, que está no 20º lugar do ranking. Ana Fernandes

Cavaco Silva inaugura sede de candidatura

Cavaco Silva inaugurou, esta quinta-feira, a sede de candidatura em Lisboa. O candidato presidencial foi recebido por uma multidão quando chegou à sede, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. «Abro hoje a sede da minha candidatura em Lisboa, as portas ficam a partir de hoje abertas a todos aqueles que queiram ser informados sobre a minha candidatura, àqueles que com ela se identificam, àqueles que queriam apoiar-me nesta jornada pelo futuro de Portugal», afirmou Cavaco Silva, no discurso de inauguração. O candidato presidencial defendeu que só uma mudança na orientação económica de Portugal poderá resolver os «problemas concretos das pessoas», problemas que não são solucionáveis com «ilusões ou com utopias». Cavaco Silva frisou que a sua candidatura é «uma casa de gente que quer contribuir para abrir janelas de esperança» a quem perdeu o emprego, aos jovens à procura de trabalho, aos idosos que vivem com «uma pensão bastante reduzida» e àqueles que se encontram em situação de pobreza. «Estes são problemas concretos das pessoas e que não podem ser resolvidos com ilusões ou com utopias, estes são problemas concretos das pessoas, que só podem ser resolvidos com uma mudança na orientação económica do nosso país, no sentido de aumentar a produção de bens que são susceptíveis de ser exportados ou de substituir aquelas importações que nós fazemos. Só assim será possível criar riqueza e criar empregos no nosso país», disse. Nesta inauguração, Cavaco Silva apresentou formalmente os mandatários distritais da sua recandidatura a Belém. Uma lista onde se destaca o mandatário por Lisboa, o ex-ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha. Ao nível partidário, Cavaco Silva conta com o apoio do PSD e do CDS, que também estiveram representados nesta cerimónia.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Leiria, a Cidade Pinhal

A região onde se situa Leiria já é habitada há longos tempos, apesar de sua história precoce ser bastante obscura. Mesmo assim, a bacia hidrográgica do Lis é das zonas dessas dimensões com maior densidade de achados arqueológicos do país, atribuíveis ao Paleolítico Inferior. De momento estão inventariados mais de 70 sítios arqueológicos na região, entre os quais vários jazigos de silex, inúmeros seixos talhados (em areeiros por arrastamento do rio, na Quinta do Cónego nas Cortes, na mata dos marrazes atrás do Bairro Sá Carneiro) e pinturas rupestres (estas na praia do Pedrógão e no vale do Lapedo). De todos os achados destaca-se o menino do Lapedo, encontrado no vale do mesmo nome e que tem suscitado o interesse da comunidade científica internacional. Os túrdulos, um povo indígena da Ibéria, estabeleceram um povoado junto à cidade actual de Leiria (a cerca de 7 km). Essa povoação foi depois ocupada pelos Romanos, que a expandiram sob o nome de Collippo. As pedras da antiga cidade romana foram usadas na Idade Média para construir parte de Leiria, destacando-se o castelo onde ainda podemos ver pedras com inscrições romanas.Pouco é conhecido sobre a área nos tempos dos visigodos, mas durante o período de domínio árabe, Leiria era já uma vila com praça. A Leiria moura foi capturada em 1135 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, durante a chamada Reconquista. Essa localidade foi brevemente retomada pelos mouros em 1137, e mais tarde em 1140. Em 1142, Afonso Henriques reconquistou Leiria, sendo desse ano o primeiro foral (carta de direitos feudais), atribuído para estimular a colonização da área. Os dois reis esforçaram-se por reconstruir as muralhas e o castelo da vila, para evitar novas incursões mouras. A maioria da população vivia dentro das muralhas protectoras da cidade, mas já no século XII uma parte da população vivia na sua parte exterior. A mais antiga igreja de Leiria, a Igreja de São Pedro, construída em estilo românico no último quartel do século XII, servia a freguesia exterior às muralhas. De facto a região de Leiria é a ideal para a fixação do Homem: com as várias vias de comunicação existentes, que atribuíam àquele local a fronteira entre o Norte e o Sul da fachada ocidental da península e entre o litoral e o interior, e com as características favoráveis do rio Lis que passa no local, seria inevitável a exploração e desenvolvimento agrícola e comercial no local, tornando-se na Idade Média no local de controlo do tráfego económico da região.Durante a Idade Média, a importância da vila aumentou, e foi sede de diversas cortes, reuniões políticas entre o rei e a nobreza (para uma lista com as diversas cortes realizadas na cidade, ver Cortes de Leiria). As primeiras cortes realizadas em Leiria foram em 1254, durante o reinado de D. Afonso III. No início do século XIV (1324), D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, como pode ser visto numa inscrição na torre.Esse rei construiu também uma residência real em Leiria (actualmente perdida), e viveu por longos períodos na cidade, que ele doou como feudo à sua esposa, a rainha Santa Isabel. O rei também expandiu a plantação do famoso Pinhal de Leiria, próximo da costa atlântica. Mais tarde, a madeira deste pinhal seria usada para construir as naus que serviram aos Descobrimentos portugueses, nos séculos XV e XVI. Durante o século XV houve vários moinhos de cereais na cidade, que foram fonte de riqueza para a região. Em 1411, D. João I autorizou a instalação de um moinho de papel (atualmente um museu) para a fabricação deste material. Na mesma época é documentado que os judeus desenvolveram nesse concelho uma das mais notáveis comunidades, ao ponto de empreenderem uma florescente actividade industrial. Abraão Zacuto, erudito judeu, publicou sua obra Almanach perpetuum em Leiria em 1496.No fim do século XV, o rei D. João I construiu um palácio real dentro das muralhas do castelo. Este palácio, com elegantes galerias góticas que possibilitam vistas maravilhosas da cidade e da meio envolvente, ficou totalmente em ruínas, mas foi parcialmente reconstruído no século XX. D. João I foi também o responsável pela reconstrução da Igreja de Nossa Senhora da Pena, localizada dentro do perímetro do castelo, num estilo gótico tardio. Por volta do fim do século XV, a cidade continuou a crescer, ocupando a área que se estende desde a colina do castelo até ao rio Lis. Em Leiria foi impresso o primeiro livro em Portugal. O rei D. Manuel I deu à localidade um novo foral em 1510, e em 1545 foi elevada à categoria de cidade, tornando-se sede da diocese de Leiria. A Sé Catedral de Leiria foi construída na segunda metade do século XVI, numa mistura dos estilos renascentista (gótico tardio) e maneirista (renascimento tardio). Comparando com a Idade Média, a história subsequente de Leiria é de relativa decadência. No entanto, no século XX, a sua posição estratégica no território português favoreceu o desenvolvimento de indústrias diversas, levando a um grande desenvolvimento da cidade e da sua região. De facto, durante vários anos, Leiria foi das poucas capitais distritais que não era a cidade mais populosa do próprio distrito, sendo suplantada pela cidade de Caldas da Rainha. Contudo, nos últimos anos a cidade tem-se desenvolvido de forma extraordinária, e é já um dos 25 principais centros urbanos de maiores dimensões do país.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Orçamento de Estado de 2011 aprovado

Graças à abstenção do PSD, o Orçamento de Estado para 2011 (OE) foi aprovado na generalidade, após dois dias de intenso debate na Assembleia da República. No final da votação – que contou com votos a favor do PS e os votos contra do CDS PP, Bloco de Esquerda, PCP e dos Verdes –, José Sócrates não escondeu a “satisfação do Governo por ter ultrapassado esta batalha” do OE. Aos jornalistas, o primeiro-ministro referiu a importância da execução das contas do Estado e traçou uma meta. “Queremos chegar ao fim de 2011, com um dos menores défices da Europa, para que Portugal saia de vez do grupo de países mais afectados pela crise financeira internacional”. Recorde-se que é objetivo do Governo chegar aos 4,6% de défice.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Debate do OE 2011 começa hoje

Os juros da dívida de Portugal continuam a subir. Avançam pela quarta sessão consecutiva, e estão já no nível mais elevado e duas semanas, acima da fasquia dos 6,1%, isto no dia em que tem início a discussão da proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2011 no Parlamento. Os partidos vão discutir as medidas propostas pelo Governo no OE, estando já garantida a viabilização do documento na sessão de amanhã, já que o PSD vai abster-se. Esta posição foi conseguida depois de negociações entre o principal partido da oposição e o Executivo de José Sócrates. O acordo alcançado não teve, no entanto, o impacto esperado no mercado. Ontem, o primeiro dia de negociação da semana após conhecido o entendimento entre Governo e PSD, os juros chegaram a cair, no arranque da sessão, mas acabaram por inverter a tendência e superar os 6%. Hoje, a tendência positiva mantém-se, com a taxa das obrigações do Tesouro a 10 anos a negociar nos 6,149%. Apresentam uma subida de 4,7 pontos, com receios de que as medidas não permitam ao Governo atingir a meta de redução do défice com que se comprometeu com Bruxelas. “Apesar do acordo, há receios de que o impacto das medidas de austeridade na economia [podendo levar o País a uma nova recessão] signifiquem que Portugal não conseguirá cumprir a meta de redução do défice”, disse ao Negócios Nick Stamenkovic, especialista do mercado de dívida da RIA Capital. A subida dos juros da dívida não é, no entanto, um exclusivo de Portugal. Também os juros exigidos pelos investidores à Irlanda voltam a subir (10 pontos base), já os da Grécia estão praticamente inalterados, assim como os das “bunds” da Alemanha, que servem de referência para a região. O aumento dos juros dos países da periferia da Zona Euro é explicada pelos receios dos investidores de que possam vir a ser chamados a fazer parte da solução na eventualidade de algum destes entrar numa situação de incumprimento. É essa a proposta da Alemanha, isto se os restantes Estados quiserem que o fundo de estabilização seja permanente.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sócrates felicita Dilma Roussef

A candidata do Partido dos Trabalhadores tornou-se no domingo na primeira mulher eleita para a chefia do Estado brasileiro, ao derrotar o candidato José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira. “O primeiro-ministro já teve a oportunidade de felicitar Dilma Roussef pela vitória que obteve na segunda volta das eleições presidenciais brasileiras”, disse hoje à agência Lusa fonte oficial do gabinete do líder do executivo português. Na mensagem, segundo a mesma fonte, José Sócrates “vincou que os dois países atravessam um período de excelentes relações a todos os níveis”. No período de pré-campanha para as eleições presidenciais brasileiras, Dilma Roussef fez um périplo internacional, tendo-se encontrado com vários chefes de Estado e de Governo da Europa, incluindo José Sócrates. Dilma Roussef foi recebida pelo primeiro-ministro português a 19 de junho na residência oficial de São Bento, ocasião em que se manifestou interessada na experiência portuguesa de aplicação da banda larga.

Seguidores