Pelas terras de Portugal

Portugal

Portugal
Politicos Portugueses

terça-feira, 16 de março de 2010

Pedro Passos Coelho e os planos de futuro

O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho admitiu hoje que, se for eleito, estará aberto a coligações, pré ou pós eleitorais, para encontrar uma alternativa não socialista. "Se não tivermos sozinhos aquilo que é preciso para ter maioria, não vamos ficar a olhar para o umbigo", disse Passos Coelho, à margem de um jantar que reuniu nas Caldas da Rainha cerca de 600 apoiantes da sua candidatura. Questionado sobre a possibilidade de efetuar uma coligação com o CDS-PP, o candidato deixou claro que "o PSD não cultiva os orgulhosamente sós" e que a sua abertura a uma coligação "estará bem esclarecida, na moção global de estratégia que apresentará às eleições e ao Congresso".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Tomar, A cidade Templária

Hoje vou-lhes falar de uma das cidades mais belas que existem em Portugal que é Tomar.Depois da conquista da região aos mouros pelo Rei Afonso Henriques, a terra foi doada como feudo à Ordem dos Templários. O Grão-Mestre desta Ordem, Dom Gualdim Pais, iniciou em 1160 a construção do Castelo e Convento que viriam a ser a sede dos Templários em Portugal. O Foral foi concedido por D. Gualdim em 1162. De Tomar os Templários governavam vastas possessões do centro de Portugal, que estavam obrigados a defender dos ataques vindos dos estados islâmicos a sul. Como muitos senhores das então pouco povoadas regiões da fronteira, aos vilões foram concedidos muitos direitos que não tinham os habitantes do norte do país. Aqueles que podiam sustentar um cavalo estavam obrigados ao serviço militar em troca de privilégios. As mulheres também podiam ingressar na Ordem, mas não combatiam. Em 1190 a cidade foi cercada pelo Rei Almóada Yakub de Marrocos, mas os Monges Cavaleiros tiveram sucesso em defendê-la sob o comando de Gualdim Pais.Em 1314, sob pressão do Papa, que queria abolir a Ordem Templária de toda a Europa, o Rei D. Dinis, persuadiu antes o Vaticano a criar a nova Ordem de Cristo e transferir todas as propriedades e pessoal dos Templários para esta. Esta Ordem foi sediada primeiramente em Castro Marim (no sudeste do Algarve) em 1319 mas em 1356 regressou a Tomar. No Século XV o clérico Grão-Mestre passou a ser nomeado pelo Papa, enquanto o leigo Mestre ou Governador passava a ser indicado pelo Rei, em substituição de serem ambos eleitos pelos frades. O Infante Dom Henrique foi designado mais tarde Governador da Ordem, e acredita-se que os recursos e conhecimentos desta lhe foram cruciais para o sucesso das suas expedições para África e o Atlântico. A Cruz da Ordem de Cristo era pintada nas velas das caravelas que partiam, enquanto todas as missões e igrejas cristãs além-mar permaneceram sob jurisdição do Prior de Tomar até 1514. A ainda existente Igreja de Santa Maria do Olival, com os seus símbolos místicos Templários foi construida como igreja-mãe de todas as novas igrejas construidas nos Açores, Madeira, Africa, Brasil, India e Ásia.O Infante Dom Henrique foi o primeiro, depois de Gualdim Pais, a renovar todo o complexo do Convento de Cristo. Além disso desviou o rio Nabão, permitindo drenar pantânos e prevenindo cheias. Deste modo a cidade conseguiu aumentar significativamente de tamanho. As novas ruas foram desenhadas na forma geométrica de hoje segundo as suas orientações. Em 1438, o Rei Dom Duarte, fora de Lisboa devido à Peste Negra, morreu em Tomar. Com a expulsão dos Judeus de Espanha em 1492, a cidade acolheu grande numero de artesãos, profissionais e mercadores refugiados. A muito significativa população judaica deu novo ímpeto à cidade, com a sua experiência nas profissões e no comércio. Estes foram vitais para o bom êxito da abertura das novas rotas comerciais em Àfrica na época dos Descobrimentos. A sinagoga original, mandada construir pelo Infante Dom Henrique, ainda existe. Durante o Reinado de Dom Manuel I o Convento tomou a sua forma final, com predomínio do novo estilo Manuelino. Com a crescente importância da cidade enquanto mestre do novo império comercial português, o próprio Rei pediu e recebeu do Papa o título de Mestre da Ordem. Depois do estabelecimento de um Tribunal da Inquisição na cidade, iniciou-se a perseguição dos judeus e cristão-novos, que chegou a um máximo por volta de 1550. Muitos conseguiram fugir para a Holanda, Império Otomano ou Inglaterra. Centenas de outros foram presos, torturados e executados em Autos-de-Fé. Muitos mais foram expropriados pois como os bens expropriados revertiam para a própria Inquisição, a esta bastava apenas uma denúncia anónima e a ascendência judaica para expropriar qualquer rico mercador, fosse este Cristão-Novo. Com os distúrbios económicos que esta perseguição fanática provocou, a cidade perdeu grande parte do seu dinamismo económico. Ainda hoje são muito comuns os nome cristão-novos entre os habitantes de Tomar. Em 1581 a cidade acolheu as Cortes que aclamaram o Rei Filipe II de Espanha como Filipe I de Portugal. Durante o Século XVIII Tomar tornou-se numa das cidades industrialmente mais vibrantes de Portugal. O Marquês de Pombal abre em 1789 a Real Fábrica com um mecanismo hidráulico inovador. No Reino de Maria I foi fundada outra Fábrica de Fiação por Jácome Ratton. O fluxo do rio era usado para produzir trabalho nesta e em muitas outras industrias, com as do papel, vidro, sabões, sedas, metalurgicas e outras. Tomar esteve sob ocupação militar durante as Invasões Francesas ordenadas por Napoleão Bonaparte, contra a qual se revoltou. Foi liberada pelas tropas luso-inglesas de Wellington. Em 1834 foi abolida a Ordem de Cristo juntamente com todas as outras ordens religiosas em Portugal. A imagem que estão a ver é a Praça da República, local onde são abençoados os tabuleiros na Festa dos Tabuleiros e ao cimo fica o Castelo de Tomar onde no seu interior fica o famoso monumento português o Convento de Cristo.

domingo, 14 de março de 2010

Congresso do PSD em Mafra



Alberto João Jardim recusou esta noite perdoar o candidato à presidência social-democrata Pedro Passos Coelho. Durante o seu discurso no congresso do PSD Passos Coelho disse que tinha capacidade de perdoar e que Jardim também deveria ter. O dirigente madeirense reagiu levantando-se nessa altura e sentando-se ao lado de Paulo Rangel. Questionado pelos jornalistas no final, Jardim deixou implícito o apoio ao candidato Paulo Rangel. Sendo assim é mais um voto para a vitória de Paulo Rangel.

terça-feira, 9 de março de 2010

Porto, A cidade Invicta


Hoje vamos falar de uma cidade de muita tradição que é o Porto.
A cidade do Porto é conhecida como a Cidade Invicta. É a cidade que deu o nome a Portugal – desde muito cedo (c. 200 a.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense (condado que deu o nome a Portugal). É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, o seu centro histórico, catalogado como Património Mundial pela UNESCO, pela Casa da Música e pelo seu clube de futebol Futebol Clube do Porto. Em 1111, D. Teresa, mãe do futuro primeiro rei de Portugal, concedeu ao bispo D. Hugo o couto do Porto. Das armas da cidade faz parte a imagem de Nossa Senhora. Daí o facto de o Porto ser também conhecido por "cidade da Virgem", epítetos a que se devem juntar os de "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta", que lhe foram sendo atribuídos ao longo dos séculos e na sequência de feitos valorosos dos seus habitantes, e que foram ratificados por decreto de D. Maria II de Portugal. Foi dentro dos seus muros que se efectuou o casamento do rei D. João I com a princesa inglesa D. Filipa de Lencastre. A cidade orgulha-se de ter sido o berço do infante D. Henrique, o navegador. Devido aos sacrifícios que fizeram para apoiar a preparação da armada que partiu, em 1415, para a conquista de Ceuta, tendo a população do Porto oferecido aos expedicionários toda a carne disponível, ficando apenas com as tripas para a alimentação, tendo com elas confeccionado um prato saboroso que hoje é menu obrigatório em qualquer restaurante. Desempenhou um papel fundamental na defesa dos ideais do liberalismo nas batalhas do século XIX. Aliás, a coragem com que suportou o cerco das tropas miguelistas durante a guerra civil de 1832-34 e os feitos valerosos cometidos pelos seus habitantes — o famoso Cerco do Porto — valeram-lhe mesmo a atribuição, pela rainha D. Maria II, do título — único entre as demais cidades de Portugal — de Invicta Cidade do Porto, donde o epíteto com que é frequentemente mencionada por antonomásia - a «Invicta». Alberga numa das suas muitas igrejas - a da Lapa - o coração de D. Pedro IV de Portugal, que o ofereceu à população da cidade em homenagem ao contributo dado pelos seus habitantes à causa liberal.
Esta é a história de uma cidade que eu admiro!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

A subir... a subir...


Em Portugal, a taxa de desemprego agravou-se em Janeiro, contrariamente ao verificado nas sete maiores economias ocidentais (G7) e à média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
A taxa de desemprego em Portugal subiu duas décimas em Janeiro, atingindo os 10,5%, de acordo com os dados da OCDE divulgados esta segunda-feira.
Nos países do G7, a taxa de desemprego caiu para 8,3%, face aos anteriores 8,5%. Também no conjunto dos 30 países da OCDE a taxa recuou de 8,8% para 8,7%.
Entre os países da OCDE, Portugal tem a quinta taxa de desemprego mais alta, com a Espanha a liderar com 18,8% da população no desemprego. A Holanda regista a melhor taxa de desemprego, 4,2%.
Agora se o Estado Português não por "maos à obra" este número vai continuar a subir.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Lisboa, O "centro" de Portugal


Hoje irei falar-vos da nossa capital, Lisboa.
Durante o neolítico, a região foi habitada por vários povos Iberos que também viveram em outras regiões da Europa atlântica neste período. Estes construíram vários monumentos megalíticos e é ainda possível encontrar alguns dólmens e menires nos campos em redor da cidade.
Achados arqueológicos sugerem que já havia influência fenícia na região em 1200 a.C., levando alguns historiadores à teoria de que fenícios teriam habitado o que é hoje o centro da actual cidade, na parte sul da colina do castelo. O magnífico porto fornecido pelo estuário do rio Tejo transformou a cidade na solução ideal para fornecer alimentos aos navios destinados às Ilhas do Estanho e Cornualha.
Uma lenda popular e romântica conta que a cidade de Lisboa teria sido fundada pelo herói grego Ulisses, e que tal como Roma o seu povoado original foi rodeado por sete colinas. Derivado, os gregos chamam à cidade de Olissipo, proveniente do nome do herói.
Os gregos antigos tiveram provavelmente na foz do rio Tejo um posto de comércio durante algum tempo, mas os conflitos que grassavam por todo o mediterrâneo levaram sem dúvida ao seu abandono, devido sobretudo ao poderio de Cartago na região nessa época.

Após três séculos de saques, pilhagens e perda de dinâmica comercial, Ulishbuna seria pouco mais que uma vila no início do século VII. É nesta altura que, aproveitando uma guerra civil do Reino Hispânico Visigótico, que os árabes liderados por Tariq invadem a Península Ibérica com as suas tropas mouriscas, em 711. Olishbuna foi conquistada pelas tropas de Abdelaziz ibn Musa, um dos filhos de Tariq, assim como o resto do Ocidente.Lisboa foi então tomada no ano 719 pelos mouros provenientes do norte de África. Em árabe chamavam-lhe al-Lixbûnâ.
Famosa e opulenta, a cidade daria ao reino bastante prestígio. A primeira tentativa de Afonso de conquistar al-Ushbuna deu-se em 1137 e fracassou frente às muralhas da cidade. Em 1140 aproveita os cruzados que passavam por Portugal para novo ataque que novamente falha. Só sete anos depois os cristãos a reconquistariam graças ao primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henriques, e ao seu exército de cruzados, em 1147.
A colaboração estreita com os italianos, que dominavam a navegação no Mediterrâneo desde o tempo do Império Romano, trouxe frutos à cidade de Lisboa. Várias expedições se empreenderam com tripulações italianas e portuguesas, nas quais foram descobertos os arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias. Alguns afirmam que terão mesmo chegado ao Brasil.É em Lisboa que se dá a principal revolta que causou a Restauração da Independência, em 1640.A cidade foi quase na totalidade destruída em 1 de Novembro de 1755 por um grande terramoto, e reconstruída segundo os planos traçados pelo Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo), Ministro da Guerra e Negócios Estrangeiros e oriundo da Baixa Nobreza, reagindo celebremente às ruínas do terramoto, terá dito que era necessário enterrar os mortos, cuidar dos vivos e construir a cidade. Uma ideia que vai desenvolver de seguida ao nível da economia e sociedade. A parte central da reconstrução de Lisboa designar-se-á por Baixa Pombalina). A quadrícula adoptada nos planos de reconstrução permite desenhar as praças do Rossio e Terreiro do Paço, esta com uma belíssima arcada e aberta ao rio Tejo.Em 1908 a família real sofre um atentado (no Terreiro do Paço) em que morrem o Rei Dom Carlos de Portugal e o Príncipe herdeiro, numa acção provavelmente executada pelos anarquistas. Em 1909 os operários de Lisboa organizam extensas greves. Em 1910, em Lisboa, dá-se finalmente a revolta. A população da cidade forma barricadas nas ruas e são distribuídas armas. Os exércitos ordenados a reprimir a revolução são desmembrados pelas deserções. O resto do país é obrigado a seguir a capital, apesar de continuar profundamente rural, católico e conservador. É proclamada a Primeira República.Inicialmente militar, liderado pelo General Gomes da Costa, o novo governo rapidamente adopta uma ideologia quasi-fascista sob a liderança de Salazar. O regime de Salazar e Marcello Caetano seria derrubado pela revolução dos cravos num golpe de estado realizado em Lisboa a 25 de Abril de 1974.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mais um ano com "Jardim"


Jardim justificou, em entrevista à TVI, esta intenção com o muito que há para fazer para a reconstrução da Madeira. “É preciso agora reflectir. Isto é um tempo de reflexão. Se as coisas estivessem a correr normalmente, chegava a 2011 e dizia: Adeus, até à próxima. Mas, atenção, isto é muito complicada neste momento. E tudo o que se passou vai obrigar... O meu desejo não é ficar; é encontrar uma solução em que eu possa continuar a ajudar e haja já renovação...”. O governante avaliou os prejuízos causados pelo temporal possam atingir os mil e 300 milhões de euros.
O responsável madeirense vai encontra-se esta tarde, em Lisboa, com o Primeiro-ministro. Na reunião participam também os ministros Teixeira dos Santos, Pedro Silva pereira e Rui Pereira. Tanto Sócrates, como Jardim, já afirmaram que não pretendem abordar a polémica criada em torno da lei das Finanças Regionais.

Seguidores