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terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de Outubro - O dia da mudança de Regime

A Implantação da República Portuguesa foi o resultado de um golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português que, no dia 5 de outubro de 1910, destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal. A subjugação do país aos interesses coloniais britânicos, os gastos da família real, o poder da igreja, a instabilidade política e social, o sistema de alternância de dois partidos no poder (os progressistas e os regeneradores), a ditadura de João Franco, a aparente incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade — tudo contribuiu para um inexorável processo de erosão da monarquia portuguesa do qual os defensores da república, particularmente o Partido Republicano, souberam tirar o melhor proveito. Por contraponto, o partido republicano apresentava-se como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso. Após a relutância do exército em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre 3 e 4 de outubro de 1910, a República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Após a revolução, um governo provisório chefiado por Teófilo Braga dirigiu os destinos do país até à aprovação da Constituição de 1911 que deu início à Primeira República. Entre outras mudanças, com a implantação da república, foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional e a bandeira. Assim, desejo a todos um excelente feriado.
                                            José Relvas a proclamar a República

Bandeira Repúblicana de Portugal

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A República a 4 de Outubro de 1910 em Loures

Foi à 100 anos que, para algumas zonas de Portugal, foi implantada a República. O exemplo de uma dessas cidade é Loures. Cidade a arredores de Lisboa, foi a fonte de inspiração para os repúblicanos. Portugal vivia um clima de tensão elevado, já estavam descontentes com a Monarquia Portuguesa. Tinha já havido várias tentativas de implantação, mas sem sucesso. Até que a 1 de Fevereiro de 1908, o Rei D. Carlos e o seu Príncipe Herdeiro, D. Luís Filipe foram assassinado em plena Praça do Comércio (actualmente o Terreiro do Paço), em que alguns monárquicos acusam que o escritor Aquilino Ribeiro foi um dos assassinos. Após o Regicidio, sucedeu á Coroa Portuguesa, D. Manuel II. Até que a 5 de Outubro de 1910, dois anos depois do Regicidio, José Relvas anuncia um futuro novo para Portugal.
Nos dias que hoje se vivem, posso perguntar, será que se Portugal ainda fosse uma Monarquia estavamos melhores ou piores? Esta pergunta deixo-a no ar...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Setúbal, Uma cidade de pessoas ilustres

Desconhece-se a origem do topónimo 'Setúbal'. O topónimo já existe em 'Cetóbriga' (Cetoba ou Cetobra + designação celta briga para povoação). A exemplo de outras cidades ibéricas e do sul da Europa, o topónimo 'Setúbal' pode estar relacionado com o topónimo do rio que banha a povoação, referido pelo geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), como denominar-se Xetubre (sendo esta a tese do Prof. José Hermano Saraiva). É da autoria do historiador da época filipina Frei Bernardo de Brito a tese que uma das personagens de Bíblia, Tubal neto de Noé, e também o nome com que aí vem referida uma das nações estrangeiras, identificada na História dos Hebreus de Flávio Josefo com os iberos, teria dado origem à cidade. Seja como for, o topónimo ‘Setúbal’ e a cidade perdem-se no rasto dos tempos.Setúbal nasceu do rio e do mar. Os registos de ocupação humana no território  do concelho remontam à pré-história, tendo sido recolhidos, em vários locais, numerosos vestígios desde o Neolítico. Foi visitada por fenícios, gregos e cartagineses, que vinham à Ibéria em procura do sal e do estanho, nomeadamente a Alcácer do Sal, sendo então o rio navegável até esta povoação. Aquando da  ocupação romana, Setúbal experimentou um enorme desenvolvimento. Os romanos instalaram na povoação fábricas de salga de peixe e fornos para cerâmica que desenvolveram igualmente. A queda do império romano, as invasões bárbaras, a constante pirataria de cabotagem causaram uma estagnação, senão mesmo desaparecimento da povoação entre os séculos VI e XII. Nomeadamente neste último século, não existem quaisquer registos da povoação, ‘entalada’ entre a Palmela cristã e a Alcácer do Sal árabe.Alcácer do Sal foi conquistada pelos cristãos em 1217, tendo a povoação de Setúbal sido incorporada e passado a beneficiar da protecção da Ordem de Santiago, momento a partir do qual voltou a prosperar. Em Março de 1249, Setúbal recebeu foral, concedido pela Ordem de Santiago, senhora desta região, e subscrito por D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, e por Gonçalo Peres, comendador de Mértola. Durante os vários séculos de apagamento da povoação de Setúbal, Palmela e Alcácer do Sal cresceram em habitantes e importância militar, económica e geográfica, fazendo sucessivas incursões no termo de Setúbal, ocupando-o. Na primeira metade do séc. XIV a povoação de Setúbal, com uma extensão territorial relativamente diminuta, teve de afirmar-se, lutando com os concelhos vizinhos de Palmela e de Alcácer do Sal, já então constituídos, iniciando-se uma contenda entre vizinhos que termina pelo acordo de demarcação de termo próprio em 1343 (reinado de D. Afonso IV), tendo sido construída uma rede de muralhas, que deixam de fora os arrabaldes do Troino e Palhais (bairos antigos). No século que se seguiu, a realeza e a nobreza de então fixaram residência sazonal em Setúbal. A época dos descobrimentos e conquistas em África trouxe a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V e o seu exército, em 1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer. Ao longo do século XV, a vila desenvolveu diversas actividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto. É dos finais do século XV, princípios do sec. XVI, período de franco desenvolvimento nacional, que data a construção do Convento de Jesus e da sua Igreja, fundado por Dª. Justa Rodrigues Pereira para albergar a Ordem franciscana feminina de Santa Clara, sendo, muito provavelmente, obra arquitectónica do Mestre Diogo Boitaca, o mesmo que se ocupou do Mosteiro dos Jerónimos. É igualmente no reinado de D. João II (que tinha Setúbal como cidade predilecta) que se iniciou a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal registara ao longo do último século. O título de "notável villa" é concedido, em 1525, por D. João III. Foi este título que proporcionou a criação, em 1553, por carta do arcebispo de Lisboa, D. Fernando, de duas novas freguesias, a de São Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às já existentes de São Julião e de Santa Maria. Em 1580, a vila tomou posição por D. António Prior do Crato, contra a eventual ocupação do trono português por Filipe II de Espanha. Foi então cercada por tropas espanholas do Duque de Alba, sendo esta localidade dois anos depois visitada por Filipe II, o qual deu ordem de construção do Forte de São Filipe (uma obra de Filippo Terzi).No séc. XVII, Setúbal atingiu o seu auge de prosperidade quando o sal assumiu um papel preponderante como moeda de troca e retribuição da ajuda militar ao apoio fornecido pelos estados europeus a Portugal durante e após as guerras da Restauração da Independência. Em resposta a este incremento, foram construídas após 1640 as novas muralhas de Setúbal, que incluíram novas áreas como a do Troino e Palhais. Esta prosperidade foi interrompida com o terramoto de 1755, a que se associaram a fúria do mar e do fogo. Foram grandemente afectadas as freguesias de São Julião e Anunciada. Apenas no Século XIX, Setúbal conheceu o incremento que perdera. Em 1860 chegou o caminho-de-ferro, iniciaram-se também as obras de aterro sobre o rio e a construção da Avenida Luísa Todi. É neste século que teve início a laboração das primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite e, em paralelo, ganharam fama as laranjas e o moscatel de Setúbal. Ainda em 19 de Abril de 1860 foi elevada a cidade por D. Pedro V. O florescimento de Setúbal durante o século XX, reflecte-se na criação de novos espaços urbanísticos: crescimento da Avenida Luísa Todi, parte da Avenida dos Combatentes e criação dos Bairros Salgado, Monarquina, de São Nicolau, da Conceição, Carmona, do Liceu e Montalvão e no desenvolvimento das indústrias das conservas, dos adubos, dos cimentos, da pasta de papel, naval e metalomecânica pesada. Setúbal foi elevada, em 1926, a sede de distrito e, em 1975, a sede de diocese.
Nesta cidade nasceram pessoas ilustres como José Mourinho e Barbosa du Bocage.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Debate Quinzenal

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje no Parlamento que nunca pensou demitir-se, afirmando que não vira a “cara à luta” e está no Governo para cumprir o seu “dever”.  “Nunca virei a cara à luta e nunca me passou pela cabeça qualquer intenção de me ir embora. Nunca, em nenhuma circunstância. Pelo contrário, estou aqui para cumprir o meu dever”, afirmou José Sócrates.  O primeiro-ministro falava na sua intervenção final durante o debate quinzenal no Parlamento, recordando a exortação do líder do CDS-PP, Paulo Portas, no debate do Estado da Nação, em Julho, para que se demitisse. Esta tarde, no Parlamento, José Sócrates disse que o debate quinzenal de hoje ficou marcado pela hesitação e tabu da oposição em torno da aprovação do Orçamento do Estado para 2011.  “Infelizmente, acho que este debate fica marcado por uma certa hesitação e por um certo tabu à volta da posição do maior partido da oposição. Eu espero que eles se decidam rápido porque o país precisa de reforçar a sua confiança internacional em matéria de estabilidade política”, afirmou.  José Sócrates sublinhou novamente que “o mais importante é que todos os políticos contribuam para aquilo que é o objectivo essencial do país: reforçar a credibilidade e a confiança internacional em Portugal”.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Isto vai ser bonito!

O Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos vai ser pressionado a adoptar mais medidas de austeridade para o Orçamento do Estado de 2011 durante a reunião com os ministros das finanças da União Europeia (Ecofin), marcada para esta quinta-feira, avança a agência de notícias Reuters, que cita três fontes anónimas. Estas mesmas fontes afirmam que esta pressão deve-se, em parte, ao nervosismo patente nos mercados da dívida. No entanto, deverão aplica-se apenas no orçamento de 2011 – “Estão a preparar o orçamento para 2011 e por isso serão dadas recomendações no sentido de que o documento deverá ter não só uma componente de consolidação orçamental, mas também uma componente de reformas estruturais,” disse uma das fontes à Reuters.

domingo, 26 de setembro de 2010

A inconsciência em Portugal

O antigo presidente da República não acredita que Passos Coelho vá impedir a aprovação do orçamento de Estado, pois defende que «só um inconsciente quererá ser primeiro-ministro nesta altura». «O próprio Passos Coelho tem dito sempre, e é uma forma de inteligência que ele tem demonstrado, que a situação neste momento se houvesse mudança de Governo seria ainda mais catastrófica», afirmou Soares, em entrevista à TSF. «Só um inconsciente quererá ser primeiro-ministro nesta altura, quer em Portugal, quer na Espanha, quer em França», acrescentou. Para o antigo chefe de Estado, a postura de Passos Coelho explica-se porque «faz parte da oposição criticar», mas Soares acredita que «no momento final», o líder do PSD chegará a um entendimento com José Sócrates.

Regresso do Portugal Politics

Bem-vindos ao novo Portugal Politics.
Queria desde já, dar as boas-vindas a todos os nossos visionadores e apreciadores.
Passamos tempos díficeis, o Orçamento de Estado para 2011, a Revisão Constitucional, as eleições presidências de 2011, o desemprego entre outras coisas. Queremos continuar o nosso trabalho dando a conhecer Portugal como a nossa nova secção de anunciação das mais belas cidades Portuguesas.
Temos de ter esperança de um futuro melhor, temos de acreditar que daqui a alguns anos podemos ser um exemplo para o mundo. O mais importante é ter fé.
Muito Obrigado pela vossa atenção.
Com os meus melhores cumprimentos
O director do Portugal Politics: Ricardo Mota

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