terça-feira, 30 de novembro de 2010
Figueira da Foz, A "praia" do Centro de Portugal
Lugar de ocupação humana muito antiga, fez parte do reino suevo, e mais tarde viria a ser conquistada aos mouros aquando a conquista de Coimbra por Fernando Magno em 1064, integrando o Reino de Leão e consequentemente o Condado Portucalense. A Figueira da Foz conheceu um grande crescimento no século XVIII devido ao movimento do porto e ao desenvolvimento da indústria de construção naval. Foi elevada à categoria de vila em 1771. Continuou a crescer ao longo do século XIX devido à abertura de novas vias de comunicação e à afluência de veraneantes. Em 20 de Setembro de 1882, foi elevada à categoria de cidade. Nos finais do século XIX e início do século XX construiu-se o chamado Bairro Novo, de malha regular, onde se instalaram os hotéis, o casino, restaurantes, bares nocturnos e alguma actividade comercial. Outro local onde a actividade comercial é evidente é na Rua da República, que liga a zona de entrada da cidade (via Estação dos caminhos-de-ferro) à zona mais central da cidade. Nos últimos tempos foram construídos supermercados e hipermercados na zona mais periférica da cidade. Devido às condições naturais e ao equipamento turístico, a Figueira da Foz impôs-se como estância balnear não apenas para a zona centro de Portugal, mas também para famílias abastadas alentejanas e espanholas. A Figueira da Foz é conhecida como a "Rainha das Praias de Portugal". Foi nesta localidade, no início do século XIX, que desembarcaram as tropas inglesas que vieram ajudar Portugal na luta contra as Invasões Francesas. Em 1982, ano em que se comemorou o Primeiro Centenário da Elevação a Cidade da Figueira da Foz, foi inaugurada a Ponte Edgar Cardoso, que veio substituir a ponte antiga (que não permitia que embarcações passassem sob si). A nova ponte, que rapidamente se transformou num ex-libris da cidade, é considerada uma das mais bonitas e imponentes do país. Foi, recentemente, alvo de profundas obras de remodelação. A Torre do Relógio (situada em frente à Esplanada Silva Guimarães, junto à Praia da Claridade) é, igualmente, uma das referências da cidade, bem como o Forte de Santa Catarina. Situa-se também nesta cidade o Palácio Sotto-Mayor, que marca história numa zona mais central da Figueira da Foz. O Parque das Abadias é um dos "pulmões" da cidade e um local de lazer, onde se realizam algumas provas de corta-mato e várias iniciativas com vista a proporcionar momentos agradáveis aos cidadãos do concelho. Este Parque atravessa a cidade ao meio, indo desde a zona norte da cidade até ao Jardim Municipal, que sofreu, recentemente, intervenções de remodelação, que fizeram com que o coreto deixasse de existir.
sábado, 27 de novembro de 2010
Passos Coelho admite trabalhar com o FMI
Numa entrevista publicada hoje no semanário Expresso, Passos Coelho disse que o país vai resistir à intervenção do FMI, depois de lembrar que "a execução orçamental aprovada este mês" vai transmitir a confiança necessária ao investimento dos mercados externos. O líder social-democrata recusou comparações entre a situação das finanças portuguesas e irlandesas, mas admitiu, ao mesmo tempo, "trabalhar com o Fundo Monetário Internacional", se o cenário de incapacidade de resolver os problemas do país se mantiver. Em reacção a estas declarações, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, considerou hoje que, caso se efective a intervenção do FMI, a capacidade de Portugal pode ficar comprometida. "Devemos ser muitos cuidadosos para não fazer declarações que enfraqueçam a posição nacional. A interpretação que é possível fazer das declarações de Passos Coelho é de que põem em causa a capacidade nacional e que, nesse sentido, não favorece o interesse do país", afirmou o ministro. As declarações do líder laranja, reiterou ainda Santos Silva, "para além de darem a ideia de um líder político disposto a tudo, ainda confirmam que está disposto a pagar qualquer preço para ocupar o poder". O ministro acusou Passos Coelho de uma liderança que transmite "imaturidade política" e rejeitou qualquer negociação no sentido de recorrer a ajuda internacional. "Posso garantir que a União Europeia não está a trabalhar em nenhum pacote de ajuda a Portugal", concluiu.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
BCE compra parte da dívida de Portugal
Os juros da dívida portuguesa estão a aliviar ligeiramente, com notícias de que o Banco Central Europeu está no mercado a adquirir títulos de dívida de Portugal e Irlanda. A taxa cobrada entre os investidores na compra de dívida portuguesa a 10 anos está a deslizar dois pontos base para 7,009%. No entanto, no prazo a dois anos a pressão mantém-se, com os juros a subirem 11 pontos base para 4,534%. A Bloomberg cita quatro fontes conhecedoras das transacções. O BCE estará a adquirir títulos de dívida de prazos mais curtos. Os juros da Irlanda continuam em rota ascendente, em alta de 13 pontos base para 9,17% no prazo a 10 anos. Em Espanha, apesar de o chefe do governo, José Luís Rodríguez Zapatero, ter rejeitado “absolutamente” um resgate ao país-vizinho, os juros continuam em alta: cinco pontos base para 5,223% a 10 anos.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Mafra, A cidade-Palácio
Vestígios arqueológicos sugerem que o povoado hoje denominado por Mafra foi habitado pelo menos desde o Neolítico. A origem do termo Mafra continua envolta em mistério, sabendo-se apenas que evoluiu de Mafara (1189), Malfora (1201) e Mafora (1288). Alguns autores encontraram na sua origem o arquétipo turânico Mahara, a grande Ara, vestígio de um culto de fecundidade feminina outrora existente no aro da vila. Outros, radicaram o nome no árabe Mahfara, a cova, na presunção de que a povoação se encontrava implantada numa cova, facto desmentido pelo reconhecido arabista David Lopes. A vila está, isso sim, situada numa colina, cercada por dois vales onde correm as ribeiras conhecidas por Rio Gordo e Rio dos Couros. Certo também é que Mafra foi uma vila fortificada, podendo ainda hoje encontrar-se, na Rua das Tecedeiras, um pouco da muralha que a cercava. Os limites do castelo, que tudo leva a crer assenta sobre um povoado neolítico, sucessivamente reocupado até à Idade do Ferro, compreendiam toda a zona da "Vila Velha", que hoje se inclui no espaço delimitado a Oriente pelo Largo Coronel Brito Gorjão, a Sul pela Rua das Tecedeiras, a Ocidente pelo Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima e a Norte pela Rua Mafra Detrás do Castelo. A designação desta rua deve-se ao facto de a povoação ter voltado, literalmente, as costas ao flanco norte, por ser o mais exposto aos ventos. A densa floresta que, consta, existiu até ao século XIX na Quinta da Cerca, constituída por árvores de grande porte, reforçaria o paravento. Em 1147, Mafra é conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, e em 1189 a vila é doada pelo Rei D. Sancho I ao Bispo de Silves, D. Nicolau, que no ano seguinte lhe confere o primeiro foral. Em 1513 o Rei D. Manuel concede Foral Novo a Mafra, o que subentende a relativa importância da vila, que em breve diminuiria drasticamente. Um censo da população datado de 18 de Setembro de 1527 apura 191 vizinhos, dos quais apenas quatro vivem em casais na vila. Quando, em 1717, o Rei D. João V lança a primeira pedra da construção do Palácio, Mafra resumia-se a uns casarios, aglomerados a centenas de metros do Monumento. Ao longo do século XIX começou a povoação a crescer em direcção ao Monumento, embora o seu aspecto rural de vila saloia só tenha sido perdido no século XX, como provam as palavras de José Mangens, em 1936, ao descrever a antiga Rua dos Arcipestres, parte dela actual 1º de Maio: "(.) nada oferece de interessante e mais parece uma vila de aldeia sertaneja, com os seus casebres arruinados e típicos portais de quintais, blindados com latas velhas (.)". Corria o dia 8 de Dezembro de 1807 quando as tropas de Napoleão entraram em Mafra para montar quartel-general no Palácio. Parte do exército seguiu para Peniche e Torres Vedras, enquanto o restante ficou aquartelado no Palácio e Convento, e os oficiais nas casas da vila, sob o comando do General Luison. A invasão duraria cerca de nove meses. No dia 2 de Setembro o exército inglês irrompia em Mafra, saudado com grande alegria pela população e ao som dos carrilhões. A 5 de Outubro de 1910 de novo o povo de Mafra viveria um dia único. A revolução republicana estalara na véspera em Lisboa, o Rei D. Manuel II refugiara-se durante a noite no Palácio e abandonava Mafra, num automóvel escoltado, acompanhado da sua mãe e avó, rumo à Ericeira, onde o Iate D. Amélia os conduziria a Gibraltar e ao exílio. Volvidos quatro anos sobre a fuga de El-Rei, novo sobressalto em Mafra: no dia 20 de Outubro, um grupo de monárquicos reuniu-se no largo D. João V e, munido de algumas armas, encaminhou-se para a Escola Prática de Infantaria, instalada no Convento, depois de cortar os fios telefónicos e telegráficos. A revolta foi facilmente anulada pelos militares, acabando na cadeia de Mafra cerca de uma centena de pessoas.
domingo, 21 de novembro de 2010
"Voltarei a Portugal" diz Barack Obama
Visivelmente cansado após dois dias de reuniões seguidas, Barack Obama voltou a agradecer a hospitalidade portuguesa e disse que tenciona regressar mas num ambiente mais tranquilo. "Voltarei quando tiver menos reuniões", disse o líder americano, em declarações à imprensa no final da cimeira UE-EUA, que decorreu no Pavilhão de Portugal. Obama participou nesta cimeira com Herman van Rompuy e Durão Barroso, respectivamente, presidente permanente da UE e presidente da Comissão Europeia. Esta foi a primeira cimeira entre a UE e os EUA desde que o Tratado de Lisboa entrou em vigor a 1 de Dezembro de 2009. O "Air Force One" do presidente norte-americano descolou da pista do aeroporto da Portela às 20:27 horas.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
40 Chefes de Estado em Lisboa
A lista mais actualizada de presenças, obtida pela agência Lusa, confirma que não estará em Lisboa qualquer representação do Banco Mundial, inicialmente prevista. Segundo essa lista estão confirmadas as presenças de 20 chefes de Estado, 22 chefes de Governo (incluindo o primeiro ministro José Sócrates), 41 ministros dos Negócios Estrangeiros (incluindo Luis Amado) e 34 ministros da Defesa (incluindo Augusto Santos Silva). Estarão ainda presentes em Lisboa o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a responsável da diplomacia europeia, Catherine Ashton e o presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, estará também na capital portuguesa onde se espera a presença do secretário-geral da Assembleia Parlamentar da NATO e o presidente do Comité Político da instituição, Karl Lamers. Barack Obama, presidente norte-americano, e Dimitri Medvedev, o presidente russo, serão dois dos chefes de Estado presentes em Lisboa, que reunirá nos próximos dias os dirigentes máximos do hemisfério norte. Hamid Karzai, presidente do Afeganistão lidera a delegação daquele país cujos restantes membros não são ainda conhecidos. Entre os chefes de Estado presentes contam-se os da Bulgária (Georgi Parvanov), Croácia (Ivo Josipovi), Eslováquia (Ivan Gašparovi), França (Nicolas Sarkozy) e Letónia (Valdis Zatlers). Participam ainda os presidentes da Lituânia (Dalia Grybauskaite), Polónia (Bronislaw Komorowski), Republica Cheva (Vaclav Klaus), Roménia (Traian Bsescu) e Turquia (Abdullah Gül). Fazem ainda parte da lista de presenças os presidentes da Arménia (Serzh Sargsyan), Azerbeijão (Ílham Aliyev), Bósnia (Nebojš Radmanovi), Finlândia (Tarja Halonen), Geórgia (Mikhail Ssaakashvili), Macedónia (Gjorge Ivanov), Cazaquistão (Nursultan Nazarbayev). No que toca aos chefes de Governo, e além do anfitrião do encontro, José Sócrates, estarão em Lisboa os líderes da Albânia (Sali Berisha), da Alemanha (Ângela Merkel), da Bélgica (Yves Leterme), do Canadá (Stephen Harper), da Dinamarca (Lars Løkke Rasmussen) e de Espanha (José Luis Rodríguez Zapatero). Participam ainda os chefes do Governo da Eslovénia (Borut Pahor), Estónia (Andrus Ansip), Grécia (George Papandreou), Hungria (Viktor Orbán), Itália (Sílvio Berlusconi), Luxemburgo (Jean-Claude Juncker), Noruega (Jens Stoltenberg) e Holanda (Mark Rutte). Estão ainda na lista os chefes de Governo do Reino Unido (David Cameron), Republica Checa (Petr Neas), Australia (Julia Gillard), Georgia (Mikhail Ssaakashvili) e Suécia (Freddrick Reinfeldt). Em alguns casos as delegações terão representação reduzida, como a Coreia do Sul (vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro do Comércio), a Malásia (embaixador em Paris) e Tonga (representante do PM). De referir que a maior delegação esperada é a da Geórgia, que será liderada pelo presidente Mikhail Saakashvili e incluirá o vice-PM, Giorgi Baramidze, os ministros dos Negócios Estrangeiros e Defesa, Gregory Vashadze e Bachana Akhalaia e três vice-ministros.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Obama vai discutir crise portuguesa
Em conferência de imprensa, Liz Sherwood-Randall, directora da Casa Branca, disse que os norte-americanos apoiam "totalmente os esforços do Governo português para melhorar a situação económica do país", e que isso será "assunto de discussão" nos encontros que Obama manterá com as autoridades nacionais em Lisboa. Ben Rhodes, conselheiro de segurança nacional adjunto para as comunicações estratégicas, também esteve presente na conferência, onde referiu que "Portugal é um aliado e amigo próximo" e que as reuniões "serão uma oportunidade importante para sublinhar a proximidade da relação com os portugueses". O presidente dos EUA sai de Washigton quinta-feira à noite. Estará dois dias em Portugal, a propósito da cimeira da NATO, e vai encontrar-se primeiro com o presidente da República e só depois com o primeiro-ministro.
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