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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Governo deve pedir ajuda em Março

O Governo está a “sinalizar” a situação da seca em Portugal “junto de Bruxelas”, onde, “mais para o final de Março”, se reunirá o Conselho de Agricultura, no qual o Executivo vai “falar” sobre o assunto e “pedir já a hipótese de accionar mecanismos europeus, nomeadamente para antecipar ajudas” aos agricultores, disse Assunção Cristas. Segundo a ministra, a “task force” criada pelo Ministério da Agricultura para avaliar a situação da seca em Portugal está “a trabalhar intensamente para fazer o levantamento de tudo o que são os prejuízos já existentes e aqueles que previsivelmente ocorrerão”.  “Para a semana”, adiantou, a ‘task force’ vai apresentar o primeiro relatório com o “retrato” dos prejuízos da seca em Portugal e “reunir com as organizações de agricultores para também trocar impressões com todos e já com o panorama do país mais explicado”. A ministra explicou ainda que o Governo precisa de “ter dados muito concretos” sobre os prejuízos causados pela seca, porque “não podemos simplesmente dizer a Bruxelas: não chove e temos prejuízos”. “Temos que dizer onde é que eles estão, quais são em concreto e é esse trabalho de colher toda a informação objectiva e fidedigna que estamos a fazer”, sublinhou. Assunção Cristas revelou também que o Governo já pediu para “inscrever” a “explicação e a informação” sobre a situação da seca em Portugal nos “pontos de agenda” da próxima reunião do Conselho de Ambiente, que vai decorrer no dia 9 de Março em Bruxelas, ou seja, ainda antes do Conselho de Agricultura. A ministra falava aos jornalistas no concelho de Serpa, no Baixo Alentejo, após ter efectuado a ligação de uma taberna à rede eléctrica nacional, no âmbito do projecto de electrificação rural da Serra de Serpa. Questionada sobre se o Governo admite decretar o estado de calamidade pública, a ministra disse que o Executivo precisa de “mais tempo”, porque “é possível que chova e, se entretanto chover, as coisas podem-se alterar”. “A nossa preocupação é “ter a ‘task force’ a acompanhar e a monitorizar constantemente [a situação] e a fazer o levantamento do que já são os prejuízos existentes e daqueles que podem ocorrer se a situação se mantiver, para podermos em Bruxelas dar a informação fidedigna”, disse. O Governo precisa de ter o primeiro relatório da “task force” “com tudo bem explicado” e “até lá é prematuro” falar em estado de calamidade pública, frisou. A ministra garantiu que o Governo está a “acompanhar” a situação, tem ouvido “as preocupações dos vários sectores” e “percebe a angústia de muitos agricultores”, mas precisa de ter “os dados compilados” para poder “analisar a situação na sua totalidade”. O Governo vai “continuar a monitorizar” a situação e pedir a Bruxelas “a flexibilização” do que “for possível”, como das regras das medidas agro-ambientais, para poder responder às situações, disse.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Conversa provoca forte queda nos juros da dívida "Lusa"

Os juros da dívida pública portuguesa estão hoje em forte queda, contrariando a tendência que se verifica nas obrigações de outros países do euro, como Espanha e Itália. Um sinal que a garantia deixada ontem por Wolfgang Schaeuble a Vítor Gaspar no início do Eurogrupo, está a ter um impacto significativo no mercado secundário de dívida, com os investidores a incorporarem que a Alemanha apoiará Portugal numa flexibilização do programa de ajuda, caso tal venha a ser necessário. As quedas são sobretudo relevantes nos prazos mais curtos. A dois anos, a taxa de juro implícita recua 133 pontos base e está nos 13,75%. A “yield” das obrigações a cinco anos cai 126 pontos base para 15,49%. A taxa não era tão baixa desde 16 de Janeiro, ou seja, já anulou os ganhos que registou devido às notícias que indicavam que Portugal se seguia à Grécia na necessidade de um novo resgate.  No prazo a dez anos, a rendibilidade exigida pelos investidores cede 82 pontos base para 12,5%, tendo estado acima dos 18% há semanas atrás. O ministro das Finanças alemão assegurou ao homólogo português que, depois de ultrapassadas as dificuldades com a Grécia, seria possível aliviar as condições do pacote de resgate a Portugal. Uma indicação que tem sido apontada por economistas como necessária para que Portugal não siga o caminho grego, para que não venha a necessitar de um segundo pacote de resgate. O Governo português, através de Vítor Gaspar, veio já dizer que não vai pedir nem mais tempo nem mais dinheiro. O Ministério das Finanças alemão também já reagiu à divulgação da conversa, reconhecendo que se for preciso a Alemanha apoiará Portugal. Numa notícia com o título “Alemanha sinaliza que apoia Portugal”, o Financial Times cita uma fonte oficial do ministério de Schaueble a dizer que “os países que estão a cumprir” o seu programa, “podem achar mais fácil obter o acordo dos seus pares” com vista a possíveis modificações que venham a ser necessárias. O comportamento dos juros de Portugal deve ser atribuído à garantia do ministro alemão, já que os juros de outros países e os mercados bolsistas estão hoje em queda a reflectir o impasse na aprovação da segunda ajuda à Grécia. A “yield” da dívida espanhola a 10 anos sobe 12 pontos base para 5,3% e os juros das obrigações italianas com a mesma maturidade avançam 11 pontos base para 5,59%.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Presidente do Parlamento Europeu diz que destino de Portugal é o "declínio"

Olá a todos. Estive bastante tempo ser vir por cá, mas regressei com noticias "frescas"...



Em concreto, Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, criticou a visita que o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, fez a Angola no passado mês de Novembro para apelar ao Governo angolano a que invista mais em Portugal.
"Há umas semanas estive a ler um artigo no Neue Zürcher Zeitung que até recortei. O recém-eleito primeiro-ministro de Portugal, Passos Coelho, deslocou-se a Luanda. [...] Passos Coelho apelou ao Governo angolano que invista mais em Portugal, porque Angola tem muito dinheiro. Esse é o futuro de Portugal: o declínio, também um perigo social para as pessoas, se não compreendermos que, economicamente, e sobretudo com o nosso modelo democrático, estável, em conjugação com a nossa estabilidade económica, só teremos hipóteses no quadro da União Europeia", afirmou Martin Schulz num debate realizado a 1 de Fevereiro na Biblioteca Solvay, em Bruxelas, gravado em vídeo, a que o Público teve acesso.
Contactado pelo Público, o eurodeputado do PSD, Paulo Rangel, mostrou-se " muito surpreendido" com as declarações do presidente do Parlamento Europeu, adiantando que vai "fazer um pedido formal de esclarecimento" a Martin Schulz.
Em declarações à Lusa, Paulo Rangel considerou que "o presidente de uma instituição europeia não pode fazer uma crítica à política externa portuguesa", sublinhando que "Portugal é, há nove séculos, um Estado independente e há cinco séculos que tem relações privilegiadíssimas com os cinco continentes, designadamente com os espaços em que se fala a língua portuguesa".
Os comentários de Martin Schulz acontecem depois de a chanceler alemã, Angela Merkel ter dado a Madeira como um mau exemplo da aplicação dos fundos estruturais europeus, sublinhando que naquela região autónoma estas verbas "serviram para construir túneis e auto-estradas, mas não para aumentar a competitividade".

sábado, 17 de setembro de 2011

"Portugal e Irlanda estão claramente no bom caminho" - disse Juncker

Na conferência de imprensa do Eurgrupo em Wroclaw, na Polónia, onde se reuniram os ministros das Finanças do euro esta manhã, Juncker disse que o grupo está "confiante com o forte empenho das autoridades dos dois países" e pediu que "continuem rapidamente e de forma rigorosa com a implementação do programa" acordado com as autoridades internacionais.Ao lado de Jean Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, e de Olli Rehn, comissário europeu, Juncker frisou que "Irlanda e Portugal estão claramente no bom caminho e devem ser felicitados pelos esforços tanto na consolidação das finanças públicas, como na reparação do sector financeiro e na adopção de reformas estruturais".Para estes dois países, os ministros confirmaram também a redução de juros dos empréstimos, "não só a futuros desembolsos mas também aos passados", explicou Olli Rehn. Esta redução será de mais de dois pontos percentuais e, nas tranches já gastas, implica uma poupança de mais de 2 mil milhões de euros. As taxas de empréstimo "serão semelhantes às taxas de mercado, mais os custos operacionais", explicou Jean Claude Juncker.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

PSD vence eleições legislativas 2011

O PSD venceu as eleições legislativas deste domingo com 38,63% dos votos, quando falta apenas contabilizar os votos dos círculos da emigração que elegem quatro deputados. O partido liderado por Pedro Passos Coelho conta já como certos com 105 deputados, o que lhe garante uma maioria absoluta parlamentar em conjunto com o CDS-PP, que obteve 11,74% e elegeu 24 parlamentares. O Partido Socialista aparece como o grande vencido destas eleições pois ganhou apenas em três distritos (Setúbal, Évora e Beja). Em 2009 tinha vencido em 14 círculos nacionais. O PSD ganhou nos outros 17 círculos eleitorais do Continente e ilhas, quando em 2009 só tinha vencido em seis. O Bloco de Esquerda foi outro dos grandes perdedores do dia ao passar de 16 para 8 deputados, conseguindo manter o de Faro. No distrito de Faro, o PCP consegue colocar 1 deputado, o que não acontecia à cerca de 20 anos. No Algarve o PSD ganhou em todos os concelhos passando de 3 para 4 deputados, o PS baixou de 3 para 2, o BE manteve 1, o CDS-PP também manteve 1 e o PCP-PEV conseguiu recuperar finalmente o seu parlamentar algarvio. O aumento de eleitores no Algarve (de 350.777 em 2009, para 360.068 em 2011) permitiu que a região passe a contar com 9 deputados quando antes contava com 8. De referir que a cidade de Tavira volta a ter uma sua cidadã como parlamentar da Assembleia da República, Elsa Cordeiro (PSD). A nível nacional, o PSD ganha as legislativas de 2011 com 38,6 por cento, contra os 28,1 por cento da segunda força mais votada, o PS. Quando só faltam os quatro deputados dos círculos da emigração, a situação dos lugares no Parlamento é esta: PSD(105); PS(73); CDS-PP(24); CDU(16); BE(8). Mesmo em alta esteve a abstenção a nível nacional que registou 41,1 por cento, a maior de sempre em eleições legislativas desde 1976. De referir ainda que vai ser a primeira vez após o 25 de Abril que vamos ter em Portugal simultâneamente, um governo e um Presidente da República da área politica centro-direita.

sábado, 7 de maio de 2011

7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa / 7 Wonders of Portuguese gastronomy

Caros visualizadores:
Votem nas vossas maravilhas gastronomicas portuguesas. Escolham 7 e esperem até a sua divulgação. Vamos dar a conhecer Portugal ao mundo através dos seus pratos. Votem, e bom apetite!! Aqui está o link: http://www.7maravilhas.sapo.pt/votacao

Dear Viewers:

Vote in your gastronomic wonders of Portugal. Choose 7 and wait until its disclosure. Let's get to know Portugal to the world through their plates. Vote, and having a good appetite! Here's the link: http://www.7maravilhas.sapo.pt/votacao

terça-feira, 26 de abril de 2011

Bom dia!!!

É a Pat =)
Obrigada a todos os visitantes deste blog =)
Lutemos por um Portugal melhorar, continua Ricardo

domingo, 27 de março de 2011

Prícipe Carlos de Inglaterra visita Portugal

O príncipe Carlos de Inglaterra e a mulher, Camilla Parker Bowles, estão de visita a Portugal entre segunda e quarta-feira. O casal real britânico seguirá depois para Espanha e Marrocos. O filho herdeiro de Isabel II de Inglaterra vai ser recebido na residência oficial de Cavaco Silva, em Belém, mas antes visitará o Mosteiro dos Jerónimos e o túmulo de Luís de Camões, onde fará a tradicional disposição de uma coroa de flores. No final do dia, serão homenageados num banquete oferecido pelo presidente da República no Palácio de Queluz. Antes, o casal real visitará a base naval do Alfeite, onde o príncipe de Gales entregará um prémio ao melhor estudante de um programa de ensino da Língua inglesa a cadetes da marinha portuguesa e visitará o navio-escola Sagres. Na visita a Portugal, também está previsto um encontro com o primeiro-ministro José Sócrates. Depois, o príncipe Carlos e a duquesa da Cornualha seguem para Espanha e posteriormente para Marrocos - no dia 6 de Abril, segundo uma nota da Casa Real britânica.

quinta-feira, 24 de março de 2011

José Sócrates demitiu-se

José Sócrates apresentou ontem a demissão a Cavaco Silva, será candidato às próximas eleições legislativas que se realizam entre 15 de Maio e 19 de Junho e responsabiliza a oposição caso o País necessite de um resgate internacional. Se, por exemplo, Cavaco Silva dissolver a Assembleia da República até à próxima quarta-feira, como é expectável, os eleitores escolherão o futuro Governo a 29 de Maio. O primeiro-ministro passou ontem 16 minutos no Parlamento a ouvir o último debate do seu mandato, durante 21 minutos formalizou o pedido de demissão ao Presidente da República e, logo de seguida, durante dez minutos, já depois das nove da noite, explicou aos portugueses em tom de pré-campanha eleitoral porque, a seu ver, a oposição "bloqueou o país" garantindo que tudo tem feito "para proteger o país de um plano de ajuda financeiro" que obrigará "a medidas de austeridade muito mais duras". Horas antes, Teixeira dos Santos falava mesmo numa imediata "reapreciação do ‘rating' da República". Cavaco Silva decidiu convocar para sexta-feira para uma audição todos os partidos políticos como está obrigado pela Constituição, depois de estar em causa o "normal funcionamento das instituições", sendo que o Governo continuará "na plenitude de funções até à aceitação" do pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro. Depois disso, o Presidente terá de convocar o Conselho de Estado e, só depois, poderá comunicar aos portugueses que o actual Parlamento foi dissolvido e o pedido de demissão do primeiro-ministro aceite.

quarta-feira, 23 de março de 2011

PEC IV é votado hoje no Parlamento

Hoje promete ser o dia de todas as decisões para o Governo de José Sócrates, com a votação e o debate na Assembleia da República sobre as alterações ao Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC). O Executivo já fez saber que demite-se caso a oposição vote contra o documento. Aliás, o PSD revelou ontem que, tal como o PCP e o Bloco de Esquerda, vai apresentar um projeto de resolução no Parlamento contra o conteúdo do PEC 4.De referir que logo a seguir ao debate na Assembleia da República, o Presidente da República, Cavaco Silva, vai receber José Sócrates na reunião semanal, que decorre no Palácio de Belém, às 19 horas. Aliás, interpelado pelos jornalistas, o Chefe de Estado preferiu não “antecipar cenários”, mas admitiu que a rapidez com que a crise política evoluiu o deixou com pouca margem de manobra para atuar. Face ao debate e votação do PEC4, José Sócrates convocou para as 21 horas de ontem a Comissão Política Nacional do PS para debater a situação política com base na discussão desta quarta-feira no Parlamento.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Cavaco Silva "arrasador" para com o Governo

O discurso terminou com um “vibrante apelo” aos jovens para que façam “ouvir a sua voz”. E Cavaco Silva intercedeu a favor dessa geração mais jovem, que “deve ser vista como parte da solução dos problemas”. Pediu ainda um “sobressalto cívico” da sociedade, que faça “despertar os portugueses para uma sociedade civil forte, dinâmica e mais autónoma perante os poderes públicos”.A caracterização que fez da situação económica foi dura. Muito dura, com as estatísticas, uma a uma, do desemprego, da despesa pública, da dívida, do endividamento.“Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira que é já, também, uma situação de emergência social”. Portugal vive hoje numa “tenaz orçamental e financeira – o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta”. Um “défice externo elevado e permanente é, por definição, insustentável”. Foram estas algumas das expressões usadas por Cavaco Silva no seu discurso de posse que levaram os deputados socialistas a fazerem “cara feia” ao discurso do Presidente. No fim, apenas aplaudiram os deputados do PSD e do CDS, que apoiaram a sua recandidatura. No PS, os aplausos foram mais que discretos. Cavaco fez, no discurso de posse, o que tinha prometido já na campanha eleitoral – contribuir para “a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia nacional” que possibilitem “responder às dificuldades do presente e encarar com esperança os desafios do futuro”.

Emissário Líbio estará a caminho de Portugal

Estará a caminho de Portugal um dos emissários do Governo líbio. Segundo a agência Reuters, representantes de Muammar Khadafi estiveram hoje reunidos na ilha de Malta, tendo depois seguido em dois sentidos: um rumo a Bruxelas, outro para Portugal. Segundo o “Times of Malta”, os emissários tiveram “um breve encontro” com altos funcionários do Governo maltês. Ao fim da manhã, acrescenta o jornal, o avião partiu, “acredita-se que com destino a Portugal”. A cadeia de televisão Al Jazeera avançou, por seu lado, que um outro enviado de Muammar Khadafi, o vice-ministro da Defesa, aterrou hoje no Cairo para iniciar negociações. A Al Jazeera dá conta da partida de três aviões presidenciais, de manhã, da cidade de Trípoli. Hoje de manhã, membros do Ministério da Defesa da Grécia denunciaram a passagem de um jacto civil da transportadora aérea líbia sobre o espaço aéreo grego, a caminho do Egipto. Especulou-se, de início, se Khadafi iria a bordo, mas a agência Reuters afirmava, mais tarde, que quem aterrou no Cairo foi o responsável oficial líbio pelos mantimentos. Ora, o vice-ministro líbio da Defesa, Abdelrahman al-Zawi, é também o responsável pela logística e mantimentos do regime. De acordo com a Al Jazeera, al-Zawi levaria consigo uma mensagem de Khadafi, devendo encontrar-se com Amr Moussa, presidente da Liga Árabe, bem como com o conselho militar que agora governa o Egipto.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia Internacional da Mulher

O Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de Março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por "Pão e Paz" - por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Essas manifestações marcaram o início da Revolução de 1917. Entretanto a ideia de celebrar um dia da mulher já havia surgido desde os primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas de mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Na antiga União Soviética, durante o stalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária. Nos países ocidentais, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas. 1975 foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em Dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e económicas das mulheres, mas também a discriminação e a violência a que muitas delas ainda são submetidas em todo o mundo. A todas as mulheres deste mundo, desejo um feliz dia e muitas felicidades e força durante esta vida.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Portugal vai aprovar sanções para a Líbia

Portugal aceitou presidir ao comité de sanções para a Líbia do Conselho de Segurança da ONU, avança a TSF, que cita fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. A informação é conhecida depois de o Tribunal Penal Internacional ter decidido, também esta quinta-feira, abrir um inquérito aos alegados crimes contra a humanidade na Líbia. A investigação visa o líder líbio Muammar Kadhafi, bem como alguns dos seus filhos e outros responsáveis do regime. Já no fim-de-semana o Conselho de Segurança da ONU havia aprovado um pacote de sanções ao regime de Muammar Kadhafi, propondo a abertura de um inquérito pelo TPI a eventuais crimes contra a humanidade e determinando o embargo de venda de armas ao regime líbio, o congelamento de bens no exterior da família Kadhafi, bem como a proibição da concessão de vistos à família e aos colaboradores mais próximos do presidente.

Reunião entre Sócrates e Merkel - balanço

A reunião entre o primeiro-ministro português e a chanceler alemã, que durou menos de uma hora, acabou com elogios. Será um bom sinal para Portugal? Ângela Merkel elogiou os «corajosos» esforços portugueses, no que toca a medidas de austeridade e lembrou que «nunca disse que Portugal precisava de recorrer ao Fundo» Europeu. Um sinal de que Merkel terá gostado do trunfo de última hora que Sócrates levava na manga: a execução orçamental de Fevereiro, que mostra a primeira queda da despesa efectiva do Estado em 15 anos. Um «sinal de boa vontade» levado pelo chefe do Governo português, que foi a Berlim pedir a flexibilidade alemã. Sobre a flexibilização do Fundo Europeu, propriamente dita, nem uma palavra. A reunião serviu para Merkel ver o que Portugal anda a fazer em termos de contas públicas e para alinhavar a estratégia para as cimeiras europeias de 11 (com os ministros das Finanças) e 24 de Março (com os líderes europeus), onde serão tomadas as decisões. O tom elogioso do discurso de Merkel pode ser um bom sinal, mas a chanceler alemã enfrenta, no plano interno alemão, grande oposição à ideia de flexibilizar o Fundo Europeu. Uma cedência da Alemanha representaria, para Portugal, uma saída que não o Fundo Monetário Internacional (FMI). Se o fundo puder vir a comprar dívida dos países em dificuldades, Portugal conseguiria financiar-se a taxas de juro mais baixas, num canal alternativo aos mercados, e evitar a declaração de bancarrota. Mas, em troca da cedência, a Alemanha deverá impor condições: mais austeridade e mais reformas estruturais, as mesmas que constam do seu Pacote para a Competitividade. E José Sócrates já percebeu que «não há almoços grátis» e já começou a preparar a opinião pública para a inevitabilidade de serem precisas mais medidas.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Estágios vão ser remunerados" - diz José Sócrates

O governante anunciou a “interdição dos estágios profissionais não remunerados”, uma medida que, sublinhou, “não abrangerá estágios de muito curta duração ou de natureza curricular”. Sócrates sublinhou ser “uma medida essencial para combater uma prática socialmente inaceitável de obtenção de trabalho não pago e de frustração das expectativas dos jovens, para além de prefigurar situações de concorrência desleal”. O Executivo vai também lançar um programa de requalificação de jovens licenciados de baixa empregabilidade. Na primeira fase este programa tem como objectivo envolver 5 mil jovens com formação superior em situação de desemprego. “Trata-se de associar serviços públicos de emprego, instituições de ensino superior e empresas para propiciar a jovens nesta situação oportunidades de formação de natureza complementar mais adequada às necessidades do mercado de trabalho”, explicou Sócrates. Reforçar as medidas de qualificação das empresas exportadoras promovendo a integração de jovens quadros através do programa Inov-export é uma outra medida. Este programa para a modernização empresarial verá “reforçada a sua prioridade através do envolvimento das associações empresariais”, passando o programa Inov-export a ser gerido em parceria com as associações dos sectores exportadores e deverá envolver cerca de 500 jovens em 2011. Finalmente, Sócrates anunciou no Parlamento duas medidas que já tinha trazido ao Parlamento em ocasiões anteriores: o aumento para 50.000 do numero de estágios profissionais (passando de uma realização de 37.000 em 2010 para 50.000 em 2011), e a integração dos estagiários na Segurança Social. Relativamente a esta última medida, acrescentou o primeiro-ministro, “garante que a carreira contributiva dos jovens se inicia mais cedo, assegurando direitos imediatos e diferidos, ou seja, a protecção na doença, maternidade e desemprego, bem como a formação de direitos em matéria de pensões”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

José Sócrates vai à Alemanha

O primeiro-ministro José Sócrates irá encontrar-se com Angela Merkel no dia 2 de março, em Berlim, respondendo a um convite da chanceler alemã, disse à Lusa fonte oficial. Na agenda do encontro estará a preparação das cimeiras europeias do próximo mês -- o Conselho Europeu extraordinário de 11 de março e o Conselho Europeu de 24 e 25 de março -- e a forma como o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) ou o mecanismo que lhe suceder poderá ser utilizado para ajudar de forma mais efetiva os países em dificuldades com dívidas soberanas, como Portugal. Entre as atribuições que o Governo português defende para o futuro mecanismo está o aumento da capacidade financeira para os 500 mil milhões de euros, a possibilidade de intervir nos mercados primário e secundário de dívida, ou seja, a compra direta de dívida pública dos Estados quando é emitida e, depois, quando é negociada no mercado. Para além disso, preconiza também empréstimos diretos aos Estados membros.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Amizade de Sócrates e Khadafi chegou ao Parlamento

A situação na Líbia chegou esta quarta-feira ao Parlamento, pela voz do Bloco de Esquerda, que atacou o Governo pelo silêncio que tem mantido sobre o que se está a passar com o seu parceiro de negócios. José Manuel Pureza, líder da bancada do Bloco, afirmou que José Sócrates admira ditadores e está a ser conivente com o desnorte de Muammar Khadafi. O deputado bloquista considera “inaceitável” que os governantes portugueses “declarem a sua admiração pelos tiranos, façam de figurantes nas suas operações de relações públicas, enviem as Forças Armadas para abrilhantarem o cerimonial do regime, contribuam para ocultar a realidade da pobreza que é imposta a essas populações”. “Que o primeiro-ministro José Sócrates qualifique Khadafi como «um líder carismático» ou que o ministro dos Negócios Estrangeiros tenha marcado presença na sumptuosa tenda em que se comemoraram os 40 anos do regime líbio, isso é algo que a diplomacia económica não pode justificar”, acusa José Manuel Pureza. Do lado do Partido Socialista, Francisco Assis defendeu o Executivo, dizendo que Portugal vai fazendo negócios com o exterior porque não pode ficar isolado. “Com quem manteríamos nós relações diplomáticas? Que tipo de relações diplomáticas manteríamos com a maior parte dos países do mundo, nomeadamente com aqueles países onde subsistem regimes que inspiraram, durante muito tempo, os partidos que estiveram na base da constituição do próprio Bloco de Esquerda?”, questionou Francisco Assis.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Bruxelas solidária com Portugal

Numa declaração divulgada em Bruxelas, Jerzy Buzek anuncia que leva uma "mensagem forte de solidariedade" para com o povo português, que "não está sozinho neste tempo de dificuldades económicas".  "A Europa vai estar ao vosso lado, por mais longo que seja o caminho e por mais difíceis que sejam as reformas", diz o presidente do Parlamento Europeu. Buzek acrescenta que todos os Estados-membros precisam de colocar as suas economias no caminho de um crescimento económico firme, e que para tal são necessárias "finanças públicas sólidas, reformas estruturais e inovação". "As nossas políticas económicas necessitam de maior transparência e coerência", conclui o presidente do Parlamento, que visita Portugal a convite do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama. Segundo o programa da visita, Buzek terá ao longo dos dois dias da visita reuniões com Jaime Gama, com o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com o primeiro-ministro, José Sócrates e com o líder do PSD, Pedro Passos Coelho. No final do primeiro dia, Jerzy Buzek terá um encontro com jovens, no gabinete do PE em Lisboa, para uma aula sobre "O Parlamento Europeu e o futuro da Europa" e na sexta-feira está previsto um encontro com a imprensa. Esta é a primeira visita oficial de Buzek a Portugal, mas o actual presidente do PE já esteve no país a 1 de Dezembro de 2009, na cerimónia que assinalou a entrada em vigor do Tratado de Lisboa e a 12 Junho de 2010 para as comemorações dos 25 anos da adesão de Portugal à União Europeia. Jerzy Buzek foi primeiro-ministro da Polónia entre 1997 e 2001 e foi eleito presidente do Parlamento Europeu em Julho de 2009.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

1º Aniversário do Portugal Politics

Boa Tarde a todos.
Desde já gostaria de deixar uma palavra de gratidão a todos os fãns e visualizadores do meu blog sobre politica nacional ou internacional, por algumas vezes. Tivemos alguns momentos marcantes durante este ano. Tivemos, como por exemplo, a crise internacional, catástrofes naturais, Presidenciais em Portugal, a libertação dos chilenos, entre outras coisas. No âmbito das cidades que demos a conhecer foram várias entre elas, Lisboa, Porto e Coimbra. Informo que este Blog é visto não só em Portugal mas em todo o mundo, especialmente Estados Unidos e Brasil. Agradeço a vossa preferência e obrigado a todos.
O director: Ricardo Mota

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